gente que escreve

ou: um manifesto pela volta dos blogs.

Faz muito tempo que eu não escrevo.

Para mim, parecem anos, mas com certeza devo ter alguma coisa em garranchos em algum caderno, pedaço solto de papel ou até mesmo nas notas do celular sobre um dia bom, uma memória agridoce ou algum sonho ruim. Há quem diga que até os tweets reclamões da vida contam… Pra mim não, pra mim escrever é como sair do próprio corpo e escolher as palavras com uma precisão ilógica e talvez sem muito sentido, é desligar o famoso filtro que nos permite viver em sociedade pra externar tudo aquilo que nos sobra, que nos sufoca ou que nos faz falta.

Faz muito tempo que eu não escrevo.

Talvez a rotina tenha acabado com a minha criatividade, talvez as dificuldades dessa vida tenham me cansado a ponto de, mesmo quando eu posso, não quero mais pensar, sentir, nem fazer nada. O tempo que antes eu passava em busca da palavra perfeita para terminar um texto agora escorre pelos meus dedos durante o banho, é esmagada no metrô lotado, esquecida no rodízio das redes sociais.

Eu sinto muita falta de escrever.

E ainda assim é tão difícil retomar um hábito. É tão mais fácil continuar assistindo mais um capítulo da série, escolher mais uma música, fofocar com um amigo. Ultimamente venho usando as palavras dos outros para fazer de minhas, ao invés de digitar só retuitar.

Ando sentindo vontade de escrever.

Talvez seja o fim do ano que sempre, sempre, sempre, traz aquela sensação de “meu deus, e o tempo? onde foi parar?” de querer olhar pra trás e tentar achar meia dúzia de feitos que mereçam ser celebrados (e esse ano está bem difícil) ou seja só… isso. Ser uma pessoa que escreve e que sempre escreveu e que sempre vai escrever, ainda que não todo dia, ainda que não toda semana, ainda que uma vez a cada seis meses. A gente não deixa de ser quem é só porque deixou de fazer alguma coisa que é tão intrínseco ao nosso ser. Que às vezes é fácil como respirar. E que quando a gente volta percebeu como estava sem fôlego e como quebrar essa barreira parece ser tão difícil mas vem tão naturalmente porque as palavras são o que fazemos dela.

Declaração de amor. Um pedido de perdão. Um desejo. Um apelo.

Eu sou gente que escreve, eu sou parte de uma tribo que não tem muitos parafusos no lugar e que é sempre demais, o tempo todo, bagunçado assim e estruturado assim. A parte mais difícil é colocar uma palavra na frente da outra mas quantos textos nascem sem revisar, sem editar, sem repensar cada vírgula ou concordância verbal?

Eu ando sentindo muita vontade de escrever.

E não necessariamente para informar, pra debater, encantar, nem ensinar. Só pra comunicar, um sentimento, uma vontade, uma verdade. E a verdade é que eu sou gente que escreve, e por anos ter um blog foi uma ponte pra me conectar com outras gentes que escrevem e que se colocam pro mundo pra qualquer um ler e isso é a coisa mais incrível que a escrita já me proporcionou. As newsletters que me perdoem mas elas nunca vão me prender do mesmo jeito que um blog fazia, porque num blog dá pra aprender mais sobre uma pessoa do que se imagina, desde o layout, às tags, aos comentários ao famigerado, cobiçado – e às vezes polêmico – blogroll.

Não sei se foi senso de auto preservação, medo, preguiça ou só o desencanto que fez os blogs morrerem, não sei se foi a pressão de “gerar conteúdo”, de “ser relevante” e ter um “propósito” que nos fez não mais querer escrever sobre aquela viagem onde tudo deu errado, o dia em que caímos num buraco enlameado no festival de música ou fazer uma ode ao bolinho de chuva da nossa avó, mas o que mais sinto falta em todos os sites que vejo por aí era aquela aura extremamente pessoal e despretensiosa, de poder filosofar sobre o comportamento do bichinho de estimação ou relembrar da nossa época de escola.

Talvez na atual conjuntura do mundo não haja mais espaço para esse tipo de texto. Mas talvez, só talvez… Seja exatamente isso o que a gente precisa.

tudo novo de novo

Eu costumava ser uma pessoa que lê, e uma pessoa que escreve e uma pessoa que sente talvez até demais. E no decorrer dos últimos anos eu perdi isso e por um tempo eu não liguei de perder estes hábitos, mas algumas palavras andam aparecendo ultimamente, fazendo coçar a minha garganta e meus dedos. E é por isso que eu estou aqui, frustrada porque não tenho mais um notebook que funcione, usando o teclado extremamente barulhento do meu pai tentando colocar uma palavra na frente da outra de um jeito que eu goste e que me faça querer compartilhar com quem ainda quiser ler.

E como eu definitivamente não sei brincar, não somente estou reativando este blog, como também tirei as teias de aranha da minha newsletter. Se eu vou ter “conteúdo” para alimentar os dois endereços? Não sei, de verdade. Tenho um breve planejamento para cada um, mas o que me interessa agora é colocar meus dedinhos para escrever de novo.

Dois anos se passaram desde o meu último post aqui e quando eu parei para reler meus antigos sonhos e medos eu ri. Eu ri porque eu tinha 22 anos e uma ferida ainda muito grande no coração e não imaginava metade das coisas que iriam acontecer na minha vida dali pra frente, é no mínimo divertido ler meus posts antigos e pensar o que raios eu estava sentindo para escrever aquelas palavras…

E agora eu quero isso de volta, quero a possibilidade de derramar um pouquinho de mim nestes espaços – um tão aberto e outro mais reservado – e o primeiro passo foi dado, resta saber quanta força eu terei para continuar a caminhada.

self-care

Acorda. Lava o rosto. Passa o tônico. Passa o protetor. Passa a maquiagem. Passa perfume. Coloca o colar, o anel, arruma a saia e sai.

Se alguém me dissesse que essa seria minha rotina matinal uns dois anos atrás eu teria dado risada… Porque até parece (!) que eu iria acordar mais cedo só pra isso. Mas é o que estou fazendo e é algo que vem me fazendo um bem danado.

Todo mundo que me viu crescer sabe que nunca dei bola pra essas “coisas de menininha”, que minha mãe quase teve que se ajoelhar pra me convencer a usar um vestido na festa de quinze anos da minha irmã e até hoje não sou muito fã de cor-de-rosa. Mas muita gente esquece que a gente nunca para de crescer e mudar e se reinventar e que essa é a beleza da coisa, não importa quão clichè.

Por ter sido moleca mesmo depois da puberdade, perdi amigas para a maquiagem e os brincos e sofri bullying por conta da minha juba indomável na época. Anos se passaram sem que eu gostasse do meu reflexo no espelho e anos se passaram até que eu descobrisse que não tinha que ser assim.

Quando comecei a trabalhar e ganhar meu próprio dinheiro, desenvolvi gostos e interesse por coisas que antes nunca nem passavam pela minha cabeça, tipo “será que essa cor de blush é boa pro meu tom de pele?” ou “será que esse tônico resolve a oleosidade da pele sem ressecar?” e outras perguntas mais que a internet e as pessoas que a fazem me responderam. A pior parte é “abstrair” os julgamentos ainda mais quando eles acontecem dentro de casa, já nem finjo mai dar risada das piadas desnecessárias da minha mãe sobre minha vaidade tardia ou que agora compro mais maquiagem do que livros, ou qualquer outra besteira que ela resolva falar numa tarde qualquer.

A verdade é que esse cuidar de mim, esse procurar, pesquisar, comprar vários produtos com tantos ingredientes diferentes me ajudaram a gostar mais de mim, a entender que aquela espinha uma hora vai secar e eu não deixo de ser bonita por causa dela, mas que se me incomodar muito, um pinguinho de corretivo pode ajudar. Posso ter aprendido a amar meu cabelin cacheado, mas quando ele estiver parecendo um ninho de rato aquele hidratante porreta liberado para low poo vai me ajudar a deixá-lo mais macio.

Essa pra mim é a grande vantagem do mundo da beleza. Nos dar alternativas, pequenos truques e poções mágicas que nos ajudem a continuar gostando de nós mesmas quando acordamos do lado errado da cama, ou que mantenham aquele brilho saudável, aquele cachinho no lugar certo, que gostamos de ter, de ver, de fazer. Eu não preciso de base, corretivo, iluminador e pó para me achar bonita, pelo menos não mais, mas eu ainda passo porque essas coisas me ajudam a destacar o que eu tenho de melhor. O sabonete líquido com o tônico todo dia de manhã e à noite tiram toda a sujeira que eu trago da rua. A máscara facial me ajuda a me livrar daqueles malditos pontinhos pretos no nariz…

Desenvolver essa rotina de self-care, para mim, tem sido uma delícia. É notável como a pele fica mais saudável mesmo com um esforço mínimo. Continuo sendo uma vítima dos padrões absurdos de beleza e da lavagem cerebral que as revistas “femininas” tentam fazer na gente, mas todos os dias a luta para desconstruir certos pensamentos derrotistas acontecem e eu consigo sorrir tão abertamente quando tiro a maquiagem quanto quando eu passo.

Encontrar os produtos certos e que se dão bem com a nossa pele é a missão mais difícil, é testar, errar, testar, errar, testar, errar… Até que, opa!, olha só essa resenha aqui, será que o produto é bom mesmo? Hm, vou testar vai. E aí é amor à primeira aplicação.

No próximo post vou trazer uma lista dos produtinhos do coração no momento, agora cês me dão licença que deu a hora de tirar a máscara facial.

Me livrando da ressaca literária

Ou quase isso.

Já nem lembro mais como era a vida antes dessa preguiça descomunal de pegar um livro e simplesmente ler como se não houvesse amanhã. Mesmo tendo relido a série Harry Potter ano passado eu sinto como se meu amor pela palavra impressa (e/ou digital)  era tal qual como Calcifer depois de ter um balde de água jogado sobre si.

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Só que eu sou uma pessoa que lê, apesar de ter pensado em desistir várias vezes sempre tem alguma coisa que me chama de volta para os livros. Então eu resolvi começar aos poucos e já consegui ler alguns exemplares nesses dois meses de ano novo.

Eu me apeguei a histórias que eu já conhecia ao ler o roteiro da peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, me aventurei um pouco mais no maravilhoso mundo das graphic novels com Nimona e desenterrei um livro que comprei lá em 2012 do famigerado Lemony Snicket que se provou um livro não-extraordinário mas que despertou minha curiosidade o suficiente pra me fazer baixar os outros livros da série…

Inclusive essa é uma dica que achei muito valiosa quando decidi retomar meu ritmo de leitura depois de tanto tempo! Tentei voltar já com os dois pés no peito com Senhor dos Anéis: A sociedade do anel, e foi um flop épico. Comprei uma ficção fantasiosa que também não me prendeu mas da qual ainda não desisti. Livros despretensiosos e levinhos são a melhor coisa pra quem quer achar o caminho de volta pra floresta da literatura… Deixe os catataus de 400+ páginas pra mais tarde.

Ninguém começa a correr já numa maratona de 20km e o mesmo se aplicaria para quem passou muito tempo sem conseguir se prender num livro/história/universo.

E, claro, como ler é alimento pra alma e pra mente a vontade de escrever também volta… Por isso esse post, despretensioso, “bobinho”, só pra desenferrujar os dedinhos. Sigo, e seguirei, me alimentando de boas histórias.. Não pretendo ter uma meta absurda de livros para ler em 2017, mas que é bom sentir vontade de ler adoida é mesmo.

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fine tuning

Então eu pintei as paredes do meu quarto.

Acredite ou não isso foi um evento de grande impacto na minha vida. Principalmente porque eu sempre acreditei que mesmo a menor das mudanças pode ter uma repercussão muito maior do que a gente acredita… Uma coisa meio efeito borboleta menos a viagem no tempo e etc.

Faz pouco menos  -ou exatamente- dois meses desde que minha irmã mais velha saiu de casa e eu finalmente ganhei um quarto só pra mim. Os primeiros passos foram fáceis, desmontar a cama dela e pintar as paredes de branco/cinza e cobrir aquele verde horrível que ela tinha escolhido para a parede dela. Só que daí meu quarto tinha virado uma tela em branco de novo e o poder de escolha entre tantas possibilidades é uma coisa que sempre me deixou zonza.

Em 10 coisas que odeio em você quando Cameron está no quarto da Kat junto com Bianca ela diz algo na linha de “um quarto de uma garota diz muito sobre ela” e bom, não dava pra ser mais verdade né? Acho que isso se aplica pra todo mundo, porque geralmente é no nosso quarto que afloramos nossas reais naturezas e etc etc etc. Então vocês imaginem meu dilema de decidir um estilo pro meu quarto… Logo eu, Senhora Metamorfose Ambulante. (esse meme ainda vale?)

Bom, as paredes foram pintadas e os móveis mudaram de lugar. Recoloquei alguns quadros na parede e ainda falta uma porrada de coisa pra fazer, mas é extremamente reconfortante saber que tenho um espaço que é meu e só meu pra fazer o que eu quiser com ele. Tudo o que está entrando no meu quarto foi comprado com meu próprio dinheiro e/ou feito e/ou decorado com minhas próprias mãos.

E parece que quando comecei a botar a energia desse quarto pra circular muitas coisas voltaram a acontecer, boas e ruins. Eu me senti mais inclinada a “forçar” o fim da minha ressaca literária, fiquei doente, tive algumas noites de sono realmente péssimas e outras maravilhosamente maravilhosas e passei alguns bons minutos pensando na minha vida e tentando dar um jeito nela.

Ainda falta muita coisa, ainda falta muito fine tuning. Falta me levar mais a sério e e posicionar melhor, mas ter esse espaço que é só meu pra cuidar tá fazendo um bom trabalho para o meu amadurecimento pessoal…

Isso não quer dizer que eu saiba lidar com tudo isso, mas não quero que acabe não…

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[na estante] Harry Potter and the Cursed Child

Então uma das minhas “resoluções” para este ano de dois mil e dezessete era me livrar da ressaca literária. Atualizei o kindle, fucei o skoob atrás de títulos que me interessassem, zanzei sem compromisso pelas prateleiras da Livraria Cultura do Conjunto Nacional e até comprei um paper back lindinho que sempre me chamava a atenção logo na primeira semana do ano.

Comecei. Parei. Retomei. E nada…

Para me incentivar – e me encher de culpa – escolhi alguns poucos para ficarem me encarando na escrivaninha para ver se eu saía do vício de Bones e me forçava a ler um pouco. Porque afinal um hábito perdido só pode ser retomado através de força de vontade e de fazer mesmo o que a gente se propõe…

Acontece que mesmo assim eu continuava olhando platonicamente para os livros enquanto alcançava o notebook para “só mais um” ep de Bones antes de dormir e nada de de fato ler. Isso somado ao bichinho da internet que não deixa a gente ler por 15 minutos sem ficar olhando a tela do celular e meu fracasso era eminente.

E talvez fosse mesmo se na segunda quando fui guardar um livro que peguei emprestado não tivesse adicionado à meta o roteiro da peça da continuação de Harry Potter. Demorei quatro parágrafos para de fato começar essa “resenha” porque o timing é importante amigos… Porque há meses esse livro estava na minha estante e há meses eu não tinha coragem para pegar e ler. E se fosse uma bosta? E se nada fizesse sentido?

Bom, depois de ter pagado a língua com Animais Fantásticos e Onde Habitam continuei com a falta de expectativa para A Criança Amaldiçoada mesmo tendo tantas opiniões díspares sobre essa obra.

Caso você não conheça, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é a oitava história na saga Harry Potter que acontece 19 anos depois da Batalha de Hogwarts que culminou na derrota do bruxo das trevas Lord Voldemort e um período de paz para todos na comunidade bruxa, incluindo Harry Potter e sua nova família… Até que uma nova reviravolta surge e all hell breaks loose. 

Muita, mas muita gente mesmo ficou super revolts com o rumo que a história tomou. Grande parte do fandom, inclusive, se recusa a aceitar essa peça/roteiro como parte canônica na história original. Acredito que muito disso se deve a uma mudança drástica na dinâmica da narrativa que é mais “esburacada” porque é um roteiro adaptado de uma peça e não os livros com a riqueza de detalhes com os quais estamos acostumados e também porque, sim, a história teve alguns momentos “wtf?” que na minha opinião poderiam ter sido deixados de lado tipo SPOILER o suposto romance entre Scorpius e Rose. SÉRIO? Ninguém comprou essa J.K.

Enfim, o que posso dizer da minha parte é que gostei pra caramba. Mesmo. De verdade. Apesar de obviamente sentir uma falta extrema de um contexto maior e melhor, de aprofundarem as questões de alguns personagens, o sentimento que tive foi praticamente o mesmo de quando a sessão de AFEOH acabou: para uma coisa que surgiu do nada, foi bom. Achei o conflito inicial que desencadeou a porra toda raso? Achei. Algumas coisas pareciam mesmo saídas de uma fanfic? Pareciam. Mas acredito que o primeiro ponto poderia ser desconsiderado se J.K. tivesse escrito o livro inteiro completinho e sobre o segundo ponto eu já li muita fanfic maravilhosa por aí e não acho que isso deva ser encarado de forma pejorativa.

Inclusive eu seria essa pessoa trouxa que super compraria todos os livros possíveis caso ela resolvesse fazer uma nova série porque The Cursed Child abriu uma caixa de pandora de questionamentos e explicações que podem ou não ser dados num futuro próximo, mas o que ficou foi o quentinho no coração de revisitar o melhor lugar do mundo e conhecer um pouco mais da família e de como nossos amigos de tantos anos lidaram com a passagem do tempo e todas as marcas que isso pode deixar.

Harry Potter and the Cursed Child, assim como o spin-off Animais Fantásticos acendeu uma nova chama do meu amor pela série e pra mim o nível de relacionamento foi grande e eu sempre fico feliz de poder voltar para o sentimento de familiaridade e acolhimento do mundo mágico.

o plot twist

Cês também tem a impressão que as primeiras duas semanas – ou meses – do ano sempre tem uma energia que não flui direito? Mesmo tendo um ano novo maravilhoso na companhia de gente que entrou na minha vida de um jeito gostoso e leve os primeiros dias de 2017 trouxeram algumas desventuras pelas quais eu poderia não ter passado.

A pior delas foi ter quebrado a tela do meu celular.

Veja bem, eu não sou uma pessoa hiper apegada com coisas materiais, sou possessiva sim, não gosto de dividir mesmo, mas quando sou eu e as minhas coisas eu sou um tanto quanto displicente. Só que eu sempre fui cuidadosa com meu celular ainda mais porque quem sempre me proveu a dádiva da comunicação móvel foi meu pai e eu sempre tive um gosto caro sabe?

¯\_(ツ)_/¯

Enfim, aconteceu na terça feira quando eu estava na padaria com meu pai, estava de vestido então obviamente sem bolsos ou bolsa e o celular debaixo do braço, estiquei o mesmo braço pra pegar o pão e… PUFT

O mais frustrante é que eu tinha colocado uma película na semana anterior e a menina me garantiu que era super resistente e o caralho a quatro e não foi uma película de finchtreais sabe? Mas enfim, paciência. Meu maior problema é que eu planejava devolver esse celular pra Apple (meu iPhone 5S carinhosamente apelidado de Mark V) em troca de um desconto para um novo aparelho. Obviamente esse plano foi pro brejo porque nesses casos a Apple não troca só a tela, teria que trocar o aparelho todo e como a garantia dele já acabou o valor a pagar seria metade do modelo que quero comprar.

Me fodi.

E mesmo assim eu acho que lidei bem com essa parada toda. Claro tô frustrada, claro que tô querendo esganar a menina que me vendeu a película cara (e me esganar porque eu paguei), e frustrada porque vou ter que ficar mais ou menos mais 5 meses com o celular quebrado pra poder trocar já que nem vale a pena ir no chinês da paulista porque ele tá cobrando 300 golpes pra trocar só a tela. Prefiro guardar meus 300 golpes para o meu upgrade.

Qual a moral da históra? Classe média sofre, mas pelo menos agora tenho motivação pra guardar dinheiro direito. ¯\_(ツ)_/¯ De resto 2017 tá bem bão, tenho mudanças planejadas e espero que o cosmo me dê uma mãozinha. Feliz ano novo!